Comunicações
 Temática: Sociedade, Política e Cultura no Alto Sertão da Bahia
 
Sala: Auditório da UNEB
Datas: 12 e 13/11/2009
Horário: das 16:00h às 18:00h
 
Coordenação: Prof.ª Rosângela Figueiredo (UNEB/Campus VI) e Prof. Nivaldo Dutra (UNEB/Campus VI)


Data: 12/11/2009 (quinta-feira)
  
Elaborações no interior do tempo sertanejo: alguns sentidos da modernidade em Caetité (1910-1930)
 
Eudes Marciel Barros Guimarães
Graduando em História – UNEB/Caetité
embg@ymail.com
 
Resumo: O propósito desta comunicação é discutir as mudanças entre os anos de 1910 e 1930 sentidas e significadas pelos sertanejos de Caetité, interior da Bahia. O conjunto de experiências designadas como “modernidade” também pode ser interpretado pelo ponto de vista de sujeitos muitas vezes considerados à margem desse processo. Entretanto, tendo em perspectiva as múltiplas temporalidades elaboradas em variados espaços, nossa interpretação considera não somente a efetivação de transformações tecnológicas, mas também as sensações que refletem desejos, enganos e um lugar possível de construção de identidades. Esse momento de profundas transformações tecnológicas é sentido de várias maneiras, como realizações pessoais e coletivas dentro de um campo de possibilidades ou como sua própria negação, visto que provoca sentimentos de incompletude em relação ao outro. Então, a partir de fontes que evidenciam os significados dessas transformações para alguns sertanejos, discutiremos seus efeitos e dimensões.
 
Palavras-chave: Tempo – Modernidade – Experiências sertanejas.
 
 
O mosaico do que somos: a identidade nacional do Brasil contemporâneo
 
Haroldo Muniz Caetano
Graduando em História – UNEB/Campus VI
caetanoharoldo@yahoo.com.br
 
Resumo: No período Getulista (1930 a 1945) a ordem de interesse e de visão do Governo Vargas era de transformar o Brasil em um Estado Nação, um país unificado por uma cultura comum e uma única língua, algo que na época era de fundamental importância, tanto no requisito de governabilidade para o Presidente de um país de extensões continentais, como para uma visão que se tinha que projetar para o exterior, a de um país forte, de “consciência nacional”: uma identidade nacional. Esse trabalho, tendo como fonte o jornal A Penna, visa mostrar a imposição e implantação dessa identidade nacional no Alto Sertão durante a Era Vargas, enfatizando como a cultura presente foi mesclando com o que era tido como certo e deveria ser adotado em nome da Pátria, tentando moldar um caráter nacional para todo o território brasileiro, definindo quais as tradições, as memórias, os heróis e as histórias que lhe eram próprias, evidenciando a forma de como o povo confiava e acreditava no Estado como propulsor do progresso e da modernidade, no qual era importante acreditar e ser patriótico. 
 
Palavras-chaves: Identidade – Nacionalismo – Alto Sertão.
 
 
Identidade negra: sobrevivência no Alto Sertão baiano
 
Leila Maria Prates Teixeira
Graduada em História – UNEB/Campus VI
Mestranda em História – UNEB/Campus V
lmprates@hotmail.com
 
Resumo: O presente texto trata de aspectos históricos, sociais e culturais da comunidade negra rural de Tomé Nunes, apoiando-se, sobretudo, na oralidade como fonte. O objetivo da pesquisa é conhecer o surgimento dessa comunidade e os efeitos da condição quilombola para os seus moradores, mulheres e homens que enfrentam uma árdua luta pela sobrevivência ao longo do tempo. Os depoimentos de moradores se unem à fontes impressas e manuscritas. Busca-se articulá-las e contrastá-la numa perspectiva teórico-metodológica da história social. No que concerne às questões culturais e à lógica do auto-reconhecimento como comunidade quilombola, consideram-se as suas influências externas (agentes da Pastoral, políticos locais) para a análise de depoimentos dos moradores dessa antiga comunidade do Médio São Francisco. Dedica-se ainda a analisar o papel desempenhado pelas mulheres da comunidade, sempre muito ativas nas lidas e lutas cotidianas. É possível observar o prestígio feminino através de marcante participação nas questões políticas, fazendo-se continuamente presentes nas reuniões da Associação de Moradores. No tocante às questões culturais, as mulheres apresentam um papel fundamental por manterem acesas práticas de seus antepassados. São vínculos culturais de matriz africana que se expressam cotidianamente e que se mostram valiosos na luta pela garantia de direitos.
 
Palavras-chaves: Identidade quilombola – Luta política – Sobrevivência.
 
 
“Meu caro Doutor”: reflexões sobre a política no Alto Sertão da Bahia a partir das correspondências de Deocleciano Pires Teixeira (1900-1930)
 
Lielva Azevedo Aguiar
Graduada em História – UNEB/Campus VI
Mestranda em História – UNEB/Campus V
lielvaaguiar@gmail.com
 
Resumo: No Alto Sertão da Bahia, a política sempre foi um mecanismo de poder muito disputado, como também acontecia em outras regiões do país nas primeiras décadas do século XX. O mandonismo e o favoritismo apropriados pelos líderes políticos acabavam determinando formas de viver na região. Em Caetité, cidade que abrigou líderes influentes daquela região, a política era lugar de “bem nascidos”, uma extensão do domínio econômico já desfrutado por algumas famílias de elite. Essa comunicação pretende discutir os meandros da política naquela região a partir das correspondências pertencentes ao influente líder político da cidade de Caetité e representante da elite local: Deocleciano Pires Teixeira.
 
Palavras-chaves: Política – Alto Sertão da Bahia – Deocleciano Pires Teixeira.
 
 
Caetité: transformações e permanências
 
Maria Goreth e Silva Nery
Professora do curso de Geografia – UNEB/Campus VI
gorethgeo@yahoo.com.br
 
Valter Luiz dos Santos Marcelo
Professor do curso de Geografia – UNEB/Campus VI
valtermarcelo@uol.com.br
 
Resumo: O estudo sobre as transformações sócio-espacial de Caetité visa fornecer subsídios para uma melhor compreensão das mudanças ocorridas na cidade. Para tanto, busca-se identificar e analisar os eventos que motivaram as alterações na estrutura interna e nas interações da cidade no decorrer da década de 1990, período de transição entre os séculos XX e XXI, destacando os agentes modificadores e as ações que promoveram uma nova dinâmica na cidade e entre a cidade e a região. O referencial teórico-conceitual e metodológico tem como suporte os trabalhos desenvolvidos por: Amorim Filho, Corrêa, Santos, Silva, Souza, Spósito e Vasconcelos. Na análise da dinâmica urbana de Caetité está sendo realizada uma periodização da evolução do arranjo espacial da cidade, destacando-se as mudanças na organização sócio-espacial de Caetité e suas repercussões no espaço urbano e regional. A análise está sendo desenvolvida a partir de levantamento bibliográfico e pesquisa de campo. Nesse sentido, o estudo justifica-se em decorrência da relevância social de analisar a produção da cidade e suas relações inter regionais. No que se refere ao contexto científico busca-se aprofundar o entendimento das transformações sócio-espaciais da cidade. Diante do exposto, a pesquisa constitui um estudo imprescindível para compreensão da temática em questão de modo que possa servir de subsídios para pesquisadores e/ou profissionais de áreas afins.
 
Palavras-chaves: Cidade – Espaço urbano – Dinâmica urbana.    
 
 
Ascensão negra: trajetória de um homem em Caetité no inicio do século XX
 
Gysele Lima de Toledo
Graduada em História – UNEB/Campus VI
Especialista em História
gyseletoledo@gmail.com
 
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo perceber o papel de Alfredo José da Silva, homem negro na sociedade caetiteense do inicio do século XX e suas relações com os homens importantes da cidade, homens esses que chegaram a exercer forte influência no cenário político estadual da época. Pretende-se analisar seus interesses em constituir um grande acervo bibliográfico e a influência das leituras em sua vida e nas suas posturas enquanto homem negro e “estrangeiro” numa cidade conservadora e tradicional, como Caetité, no período. O trabalho com biografia implica uma série de novos problemas que surgiram ao longo do século XX, no entanto, numa perspectiva atual, o principal problema enfrentado é o das lacunas que ficam sobre os momentos particulares que queremos destacar, e sobre a forma como podemos nos apropriar de um conjunto de posturas e comportamentos típicos da época e do objeto estudado. Nesse sentido, busco identificar o trabalho dentro da corrente de biografia e contexto, analisando o objeto dentro do histórico social em que ele atuou, percebendo o que era comum e característico do período. Assim, pretendo continuar essa pesquisa, pois ela ainda oferece muitos caminhos e perspectivas que necessitam ser estudadas e analisadas de acordo com as fontes apresentadas e sob o olhar de novas referências historiográficas, vencendo os obstáculos colados quanto ao acesso às fontes e a leitura das mesmas.
 
Palavras-chaves: Biografia-social – Política – Negritude.
 
 
Data: 13/11/2009 (sexta-feira)
 
 
Batismo de escravos: as relações de fé e obrigatoriedade diante da pia batismal (Caetité, BA, 1840–1850)
 
Vanessa Lima Aguiar
Graduada em História – UNEB/Campus VI
Especialista em História
neu_aguiar@hotmail.com
 
Resumo: Esta comunicação pretende analisar a prática do batismo de escravos ocorrida no alto sertão da Bahia no século XIX, mais precisamente durante a década de 1840 a 1850 na Freguesia de Nossa Senhora Santana de Caetité, com o objetivo de desvendar os múltiplos interesses existentes na relação entre a população cativa e a Igreja Católica, bem como os significados que esse batismo assumia para ambas as partes. Outro propósito deste trabalho é uma breve observação do processo conhecido como sincretismo religioso, delineando um esboço sobre sua importância para as religiões afro-brasileiras. A prática do batismo de escravos, por muitas vezes, foi um corredor de mão única onde imperava a obrigatoriedade e a aculturação dos africanos. Dessa forma, é possível perceber que muitos escravos vislumbravam uma condição de vida mais branda para seus filhos e até para si próprios através do batismo, e uma inserção no mundo católico através dessa pequena janela que se abria como alternativa para a tão sonhada liberdade. A todo momento se tentava, por parte dos escravos, um alargamento dos limites da escravidão para sua própria sobrevivência dentro desse sistema cruel.
 
Palavras-chaves: Batismo – Escravidão – Sincretismo.
 
 
Memória, cultura e identidade na comunidade negra rural de Tucum-BA
 
Karla Dias de Lima
Graduada em História – UNEB/Campus VI
Especialista em História
kalludy@hotmail.com
 
Resumo: Atualmente no Brasil, fica evidenciada a luta empreendida pelas comunidades de remanescentes de quilombolas na reconstrução de sua memória, cultura e identidade, assim como o seu efetivo reconhecimento, que ocorre desde 1988, quando na Constituição Brasileira foi estendida a posse efetiva da terra, as comunidades que fossem reconhecidas como advindas de antigos grupos quilombolas. O presente trabalho visa discutir a construção da identidade na comunidade negra rural de Tucum, localizada em Tanhaçu-Ba, na região da Chapada Diamantina, após o processo de reconhecimento da mesma como remanescente de quilombola, em dezembro de 2006. Através da pesquisa de campo, iniciada em julho de 2009, e, portanto ainda em curso, pode-se observar que, após o reconhecimento, houve uma maior preocupação por parte da comunidade em resgatar sua memória e principalmente em manter as manifestações culturais, seja na fabricação de artesanato em barro e palha ou nas festas tradicionais, mantidas por muitos anos. Esse trabalho objetiva mostrar aspectos da cultura local mantidos pela comunidade. A oralidade foi um importante suporte para a reconstrução dos fatos, mantendo viva a memória da comunidade e auxiliando na construção de sua identidade étnica e territorial.
 
Palavras-chaves: Memória – Cultura – Identidade.
 
 
Território e resistência negra no Alto Sertão e Médio São Francisco


Nivaldo Osvaldo Dutra
Professor do curso de História – UNEB/Campus VI
nartud@bol.com.br

Resumo:
O presente trabalho é resultado das pesquisas desenvolvidas em várias comunidades negras rurais do Alto Sertão e Bacia do Médio São Francisco. Para obtermos essas informações foi utilizado o método da História Oral, sendo feita várias entrevistas com os moradores dessas comunidades. O que apresentamos são resultados parciais bastante significativos, principalmente em relação as experiências de solidariedade, as lutas e resistências pela permanência desses moradores em seus territórios. Destacamos ainda as experiências de enfrentamento na luta pela terra contra grandes proprietários da região, bem como as experiências de negociação junto aos órgãos e instituições públicas a nível regional, estadual e federal, assim como os embates travados para o reconhecimento desses trabalhadores como descendentes de antigos quilombos, condição essa significativa para a demarcação e titulação de seus territórios.

Palavras-chave: Territórios – Resistência negra – História Oral.


Tráfico interprovincial de escravos no Alto Sertão da Bahia: dinâmica de comercialização em Riacho de Santana, Bahia (1864-1888)
 
Sebastião Magno Fagundes Silva
Graduando em História – UNEB/Campus VI
sebastião_magno@hotmail.com
 
Resumo: O presente artigo apresenta uma compreensão do contexto sócio-histórico desse tipo de comércio de escravos envolvendo a participação de Riacho de Santana nesse processo de compra e venda de cativos na segunda metade do século XIX, bem como entender em qual contexto levou a mencionada cidade a inserir na dinâmica de comercialização de cativos, no período analisado, buscando também pontuar semelhanças e diferenças do tráfico empreendido por Riacho de Santana e outras regiões circunvizinhas do Alto Sertão da Bahia.
 
Palavras-chaves: Comércio – Dinâmica – Contexto histórico.
 
 
Zé Mocó pula o muro enquanto o toca fita canta: “desce para você topar homem, seu corno sem vergonha”. Sociabilidade e conflito entre trabalhadores no Alto Sertão da Bahia, Caetité 1940-1960
 
Ednailton Silva dos Santos
Graduado em História – UNEB/Campus VI
edy_clio@hotmail.com
 
Resumo: As histórias de “Zé Mocó”, Manoel e Hermes, constituem parte de uma história dos trabalhadores do Alto Sertão da Bahia da primeira metade do século XX, pois elas não representam o fim da rede de relações sociais existentes entre os trabalhadores dessa região baiana, mas apenas fragmentos daquilo que podemos chamar de convivo social entre homens e mulheres de uma determinada sociedade. Desse modo, podemos constatar que os trabalhadores, enquanto participantes desse conjunto social, no que diz respeito a suas relações culturais, políticas e econômicas são bastante heterogêneos entre si, ou seja, suas relações enquanto classes são baseadas não só no princípio da harmonia e da singularidade. Mas também esse relacionamento se fundamenta nos preceitos da diversidade, da individualidade e da pluralidade. O que os unem como classe social é a própria consciência enquanto classe social. Partindo de tal pressuposto elaborado por Thompson, o presente artigo vem esboçar breves considerações sobre as relações de sociabilidade construída entre os trabalhadores urbanos e rurais do Alto Sertão Baiano, tendo como base principal a cidade de Caetité no período de 1940-1960. Considerando, todavia, que essas relações não foram baseadas apenas nos preceitos da harmonia e da paz, mas também nos conflitos, violências e perturbações, protagonizados por esses sujeitos sociais tanto marginalizados pelas elites dominantes e pelos órgãos de repressão dos poderes públicos, que tentavam a todo custo subordiná-los aos princípios de ordem e progresso, almejado por essas elites para região sertaneja baiana.
 
Palavras-chaves: Trabalhadores – Costumes – Conflitos.
 
 
Negras mulheres: cotidiano e resistência – comunidade Rio das Rãs – Bom Jesus da Lapa – BA (1975–2000)
 
Rosângela Figueiredo de Miranda
Professora do curso de História – UNEB/Campus VI
Mestranda em História Regional e Local – UNEB/Campus V
rosangelabb2005@bol.com.br
 
Resumo: O presente texto centra-se na possibilidade de um estudo das experiências históricas das mulheres negras, camponesas de uma comunidade remanescente de quilombo conhecida como Rio das Rãs – localizada  na região fisiográfica no médio São Francisco, Município de Bom Jesus da Lapa – Bahia. Para a realização da pesquisa, a fonte oral constitui o principal método de investigação. Por meio da oralidade é possível compreender as diversas experiências vivenciadas por essas moradoras da comunidade negra rural do Rio das Rãs. As lembranças tornam-se um testemunho vivo, como fato do direito adquirido sob as terras daquela comunidade, as lutas de resistência nas décadas de 1980 – 1990 pela posse da terra, e as histórias sobre os primeiros moradores. Todas estas lembranças relatadas estão presentes nas falas dos integrantes da comunidade quilombola, permitindo o mapeamento das experiências históricas acumuladas. São mulheres afro-brasileiras, pobres, que no seu cotidiano resguardam traços de sua cultura e encaram o dia-a-dia com força e esperança.
 
Palavras-chaves: Gênero – Memória – Resistência e Cotidiano.
 
 
 
Temática: Educação, Linguagens e Ensino de História
 
Sala: 13
Datas: 12 e 13/11/2009
Horário: das 16:00h às 18:00h
 
Coordenação: Prof. Eduardo Leite (UNEB/Campus VI), Prof.a Maria Sigmar Passos (UNEB/Campus VI) e Prof.a Rosemária Joazeiro (UNEB/Campus VI)
 
 
Data: 12/11/2009 (quinta-feira)
 
 
Ensino de História nas séries finais do Ensino Fundamental: um estudo de eixos temáticos no livro didático
 
Isabella Santana Oliveira
Graduanda em História – UESC
bellasantanaoliveira@hotmail.com
 
Resumo: Este trabalho visa analisar a aplicabilidade dos Eixos temáticos inseridos nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino de História nas séries finais do Ensino Fundamental da rede pública de Itabuna. A pesquisa será realizada com professores de 7ª e 8ª séries de quatro importantes unidades escolares desta cidade e procura verificar em que medida estes educadores compreendem e aplicam os conteúdos e currículos indicados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino de História analisando os eixos temáticos nos conteúdos dos livros didáticos utilizados nestas escolas.
 
Palavras-chaves: Ensino de História – Livro Didático – Parâmetros Curriculares Nacionais.
 
 
História regional em sala de aula: despertando o interesse pela História
 
Eduardo de Lima Leite
Professor do curso de História – UNEB/Campus VI
eduardolleite@yahoo.com.br
 
Resumo: Neste resumo apresento a experiência realizada durante o ano de 2007, com o ensino da disciplina História, para turmas do 1º ano do ensino médio noturno do Colégio Dária Viana de Queiroz, no Município de Barra do Choça/BA.  Quando me deparei com estudantes na sua grande maioria adultos e ou adolescentes que não vivenciaram a escolaridade de forma regular, apresentando significativa dificuldade de aprendizagem e desinteresse pelos conteúdos estudados, fui constatando a necessidade de redefini os conteúdos a ser trabalhados, procurando uma aproximação com a realidade daqueles alunos, quase todos com fortes vínculos com a agricultura. São alunos, na sua grande maioria desempregados e que durante a colheita do café tornam-se bóias-frias ou são filhos de pequenos produtores rurais. Assim, optei por trabalhar com a História Regional, a partir da temática “A luta pela terra na região centro-sul da Bahia nos séculos XIX e XX”. Iniciei o estudo, situando a chegada do Bandeirante João Gonçalves da Costa nesta região e as batalhas por ele travadas contra os Aimorés, Camacãs e Pataxós até a constituição das fazendas de pecuária e a implantação da Vila da Conquista. Depois, prossegui com o estudo até a implantação da cafeicultora na região, já no terceiro quartel do século XX, quando foi ocasionada a valorização das terras e um significativo processo de expulsão dos homens que viviam no campo. Para o desenvolvimento do estudo utilizei fontes históricas escritas e iconográficas, que foram cuidadosamente selecionadas para servir de material didático.  Percebi que os alunos demonstraram mais interesse e condição de acompanhar a discussão apresentada, a partir da compreensão  da  história do seu entorno.
 
Palavras-chaves: História Regional – Fonte histórica – Aprendizagem.
 
 
O mundo grego no livro didático de História: um estudo da coleção História Sociedade & Cidadania – 5ª série
 
Priscila Machado da Silva
Graduanda em História – UESB
priscila_brumado@hotmail.com
 
Resumo: Neste trabalho discutimos sobre a maneira que o historiador Alfredo Boulos Júnior encontrou para abordar a História da Grécia em seu livro Historia Sociedade & Cidadania, no volume para a 5ª serie. Partindo do pressuposto que o livro didático é um dos principais instrumentos do educador em sala de aula, esta comunicação tem por meta analisar especialmente o capitulo intitulado “O Mundo Grego e a Democracia”. Tem como objetivo promover o desenvolvimento intelectual do aluno. Destacarmos seu olhar e suas metodologias a respeito da história e da temática e apontamos algumas implicações para o aprendizado da história antiga.
 
Palavras-chaves: Grécia – Livro didático – Ensino de História.
 
 
Reflexões sobre o(s) tempo(s) histórico(s) no Ensino
 
Adriana Moreira Pimentel
Graduada em História – UNEB/Campus VI
drica_gbi@hotmail.com
 
Resumo: Este artigo tem por objetivo refletir sobre a importância do estudo das diversas concepções de tempo no ensino de História, pois a dimensão temporal é uma categoria essencial na construção do conhecimento histórico e também na compreensão de conceitos. A História, assim como as demais áreas de conhecimento, pode e deve contribuir na formação de cidadãos críticos – indivíduos autônomos, solidários, responsáveis e participativos – problematizando o conhecimento histórico produzido nas escolas a fim de superar a mera narração cronológica dos acontecimentos. Nessa perspectiva, o presente artigo, pretende refletir sobre o tempo histórico através da análise e discussão de questões relevantes como: o tempo cronológico, os ritmos do tempo e o tempo como produto histórico-cultural. Além disso, propor algumas sugestões para o professor de História diversificar as atividades e possibilitar ao aluno a compreensão de que formas de representar, medir e dimensionar o tempo foram instituídas historicamente pelas sociedades de diferentes formas. Para isso, é necessário que o professor aprofunde a complexidade da dimensão temporal porque é uma das categorias centrais do conhecimento histórico.
 
Palavras-chaves: Tempo histórico – Ruptura – Continuidade
 
 
RPG e Educação: uma abordagem histórica
 
Sócrates Oliveira Melo
Graduando em História – UEFS
sócrates_oliveira_melo@yahoo.com.br
 
Társio Roberto Lopes Macedo
Graduando em História – UEFS
tarsiorlm@yahoo.com.br
 
Resumo: RPG é uma sigla para as palavras em inglês Role Playing Game, (Jogo de interpretação de personagens) e é um tipo de jogo em que os jogadores assumem os papeis de personagens e assim criam uma história que se desenvolve de maneira cooperativa, num misto de teatro com jogo de estratégia. Além disso, por ser um jogo que incentiva as praticas da leitura, cooperação, interatividade, socialização e abstração, RPG ainda possui um importante função como ferramenta pedagógica nas mãos dos professores, e assim vem sendo no Brasil desde 1990, já tendo sido realizado no país 4 simpósios nacionais sobre o assunto, além de diversos trabalhos de nível  acadêmico. Os educadores brasileiros foram os primeiros a pensar no RPG como uma metodologia pedagógica utilizável no processo de ensino-aprendizagem. Para o professor de história o RPG pode ser interpretado como uma maneira do aluno experimentar o contexto histórico que ele deseja apresentar, tirando o aluno da posição de expectador e colocando-o como um participante ativo no espaço da sala de aula, oferecendo assim uma vivência única, onde poderá experimentar a partir de experiências anteriores e de modo lúdico, o cotidiano histórico que se deseja retratar. O RPG é uma eficiente maneira de oferecer uma nova maneira de interação nos espaços escolares, agindo com outras pessoas através das mais variadas formas de leitura.
 
Palavras-chaves: História – Ensino de História – Metodologia do Ensino de História.
 
 
Os discursos e as representações sobre os afro-brasileiros na imprensa de Itabuna
 
Baltazar Pereira dos Santos
Graduando em História – UESC
baltazarjm10@yahoo.com.br
 
Resumo: Esse trabalho tem como objetivo analisar os discursos e as representações produzidas pelos principais jornais de Itabuna sobre a população Afro-brasileira, no período de 1946 a 1964. O recorte temporal parte por esse ser um período de grande desenvolvimento do discurso de democracia trazido pela elaboração da Constituição de 1946. Constituição que trazia como um dos pontos mais significantes para a sociedade brasileira – principalmente para os Afro-brasileiros – a liberdade de manifestações culturais e religiosas. Referente ao recorte geográfico, parte principalmente por de Itabuna durante esse período se encontrar numa condição de destaque político e econômico se comparada às demais cidades da região do cacau. Sendo assim, com base em toda sua influência permitida por essa posição privilegiada, buscaremos identificar e analisar os discursos e representações construídas pelos seus jornais sobre a população afro-brasileira, como também analisar de que forma essas representações e discursos variavam no que tange a esse grupo.
 
Palavras-chaves: Discursos – Representações – Afro-brasileiros.
 
 
O resgate da memória como possibilidade de (re) significar a formação docente
 
Maria Cláudia Meira Santos Barros
Professora do curso de Geografia – UNEB/Campus VI
caumeira6@hotmail.com
                                                                       
Resumo: Este artigo descreve a experiência como docente em cursos de Licenciatura que se dá a partir do resgate da história oral e memorial das vivências escolares dos alunos. As lembranças do vivido ressaltam o quanto isso influi na concepção de ensino-aprendizagem que comungamos. Sabe-se que as lembranças são carregadas de emoções, ilusões e sonhos, ao tomarmos certo distanciamento do fato ocorrido, tornando-o a reinventá-lo e analisá-lo como elemento formador da nossa identidade, nos permite compreender o real sentido e os caminhos que nos levaram a assumir determinadas atitudes quanto à docência, tornando-se instrumento viável na reflexão quanto os desafios e perspectivas do Magistério, especificamente quanto ao professor que desejamos ser. Partindo dessa premissa, apresentamos a possibilidade do diálogo entre a memória e a formação docente na construção do conhecimento científico.
 
Palavras-chaves: Memória – Identidade – Formação de professor.
 
 
Data: 13/11/2009 (sexta-feira)
 
 
A história regional grapiúna nos cordéis de Minelvino Francisco Silva
 
Robson Rodrigues
Graduando em História - UESC
robahiason@hotmail.com
 
Resumo: Este trabalho tem como objetivo fazer um breve levantamento da contribuição que o cordelista/trovador e xilogravista Minelvino Francisco Silva, também conhecido como “o trovador apóstolo”, deixou a história cultural da região cacaueira, que através de seus versos traduziu de forma pitoresca o cotidiano do povo grapiúna, bem como desenvolver uma pesquisa biográfica sobre o mesmo, que não se limitou somente a região Sul do Estado da Bahia. Devido a sua fervorosa crença ao catolicismo também compunha e cantava benditos em tempos de romaria o que fez com seus livretos se popularizassem ainda mais. Outro aspecto relevante é a sua ligação direta com o trovador Rodolfo Coelho Cavalcante e sua contribuição à Ordem dos Trovadores do Brasil e também sua luta para o reconhecimento do trabalho da cultura popular, sobretudo a literatura de cordel no interior da Bahia.
 
Palavras-chaves: Minelvino – Cordel – Itabuna.
 
 
Erotismo no cinema brasileiro: a pornochanchada em perspectiva
 
Jairo Carvalho do Nascimento
Prof. do curso de História – UNEB/Campus VI
jcnascimento@uneb.br
 
Resumo: O cinema brasileiro, na década de 1970, ficou marcado pelo fim do cinema novo, enquanto proposta política e cinematográfica, e o surgimento de um gênero popular, de grande apelo erótico, a pornochanchada. A pornochanchada, comédias eróticas de caráter popular, dominou o cenário cinematográfico brasileiro em termos de produção. Em um período de dez anos, até meados da década de 1980, a Boca do Lixo, centro de irradiação desse gênero, localizado em São Paulo, lançou no mercado mais de 700 títulos. Diversos filmes alcançaram mais de dois milhões de espectadores nas salas de cinema, como O bem dotado de Itu e Como é boa a nossa empregada. O objetivo da comunicação é versar sobre o contexto cinematográfico brasileiro na década de 1970, apresentando as mudanças nesse cenário e, especialmente, discutindo as principais características do gênero pornochanchada.
 
Palavras-chaves: Cinema brasileiro – Pornochanchada – Erotismo e pornografia.
 
 
Essa pornografia não pode ir ao vídeo: Plínio Marcos e o racismo televisivo presente na novela a Cabana do pai Tomás (1969)
 
Marcelo Ribeiro Oliveira
Graduando em História – UESC
Bolsista de iniciação científica (FAPESB)
mribeiro1990@hotmail.com
 
Resumo: Esta comunicação visa explorar o debate envolvendo a novela A Cabana do Pai Tomás exibida pela Rede Globo em 1969. Em sua produção, o ator branco Sérgio Cardoso foi caracterizado como negro para representar o personagem principal: pai Tomás. No mesmo ano, o teatrólogo Plínio Marcos, em sua coluna Navalha na Carne publicada no jornal Última Hora na edição de SP, começou uma campanha contra essa situação na novela afirmando que havia atores negros competentes para representar o papel de Tomás na época. Ao recuperar essa discussão, temos como objetivo historicizar o debate acerca da representação da questão racial na TV brasileira e buscar identificar os principais pontos de análise do problema que se apresenta. Para isso, será analisado o artigo de Plínio Marcos que deu origem ao entreve entre o teatrólogo e os produtores da novela, sites de preservação de memória das telenovelas e também produções bibliográficas. Tais fontes possibilitarão perceber a repercussão do debate sobre o fato e sua importância para as discussões raciais no fim da década de 60 na teledramaturgia brasileira. Os resultados preliminares apontam para a necessidade de analisar os aspectos que possuem relevância para entender o problema, como o uso histórico do blackface; a trajetória dos atores negros até então e a influência das patrocinadoras norte-americanas na escolha dos atores para compor o elenco das novelas patrocinadas.
 
Palavras-chaves: Racismo – Telenovela – Plínio Marcos.
 
 
Influências da filmografia no ensino de História
 
Ricardo Pereira Moreira
Graduando em História – UESB
ricardopereira_dm@hotmail.com
 
Resumo: Atualmente, um dos grandes problemas dos docentes, configura-se no fixar a atenção dos alunos em suas exposições, a busca desenfreada por recursos diferenciados usados internamente na sala de aula, acaba levando ao aproveitamento, tanto errôneo, quanto proveitoso, de bons frutos e excelentes recursos. O objetivo desta reflexão constitui em mostrar, tanto o bom aproveitamento, quanto o lado negativo da exibição de películas com cunho histórico/social, na formação de opiniões. Tal fato é justificado pela excelente explanação e aproveitamento de tais filmes, ou pela falta de um bom trabalho e explicações indevidas pelo professor, perante o trabalho fílmico e intenções de cada diretor individualmente.
 
Palavras-chaves: Educação – Filme – História.
 
 
História e imagem: considerações sobre o uso da fotografia na construção da narrativa histórica
 
Maria Regina de Souza Xavier
Graduada em História – UNEB/Campus VI
Mestranda em História Regional e Local – UNEB/Campus VI
reginaxavier83@hotmail.com
 
Resumo: O presente artigo tem como objetivo discutir algumas características da relação história-imagem, abordando aspectos tanto históricos quanto teórico-metodológicos que marcaram o debate nesse campo nos últimos anos, visando uma melhor compreensão do seu potencial enquanto fonte histórica, e consequentemente, das possibilidades de novas leituras que o seu uso propicia à construção do conhecimento histórico, já que a adoção da imagem como fonte trouxe para a história novos elementos discursivos, novas metodologias para a pesquisa.
 
Palavras-chave: História – Escola dos Annales – Imagem fotográfica.
 
 
As concepções do divino no Egito faraônico: um olhar sobre o Reino Novo
 
André Luís Silva Effgen
Graduando em História – UESB
andre.effgen@yahoo.com.br
 
Resumo: O presente trabalho centra-se na investigação das concepções do divino no Egito antigo, especialmente no período conhecido como Reino Novo. Pretende-se destacar as características das concepções sobre esfera divina no seio da identidade cultural do povo egípcio antigo e seu papel fundamental na legitimação do poder real. As principais fontes analisadas são: “O grande hino a Osíris” e um hino introdutório do “Livro dos Mortos” dedicado ao deus Rá (ambas datadas do Reino Novo) com base no diálogo entre vários egiptólogos, dentre os quais se destacam Henri Frankfort, Claude Traunecker e David P. Silverman.
 
Palavras-chaves: Egito antigo – Religião – Ideologia.
 
 
A música popular ilheense: a representação do I Festival Regional da Canção pelo jornal Diário da Tarde (1964-68)
 
Renato Pereira Silva
Graduando em História – UESC
renatopereira87@hotmail.com
 
Resumo: O presente trabalho visa analisar a música popular a partir da representação do I Festival Regional da Canção no jornal Diário da Tarde de Ilhéus. Propõe-se como recorte temporal para compreensão do contexto histórico, os primeiros quatro anos de instauração do regime militar brasileiro de 1964 a 1968. Foi durante a segunda metade da década de 1960 que através dos Festivais da Canção organizados na região sudeste do país, pela TV Excelsior e, posteriormente, pela TV Record, que a música popular ganhou destaque como elemento de protesto e crítica ao sistema político do regime militar. Em dezembro de 1968 ocorreu em Ilhéus o I Festival Regional da Canção organizado pelos radialistas Juarez Oliveira e Walter Matos. Nesse festival houve a predominância da “música de protesto”, além de músicas que abordavam temas regionais e românticos. Durante o mês de dezembro do ano de 1968, as três etapas do festival, duas classificatórias e uma final, foram divulgadas e discutidas pela imprensa através do jornal Diário da Tarde. Os vencedores do festival puderam gravar um long play – LP – com suas composições e realizar sua divulgação pelas rádios regionais. Investiga-se a atuação da produção musical como forma de expressão das idéias relativas a temas e problemas político-sociais, regionais e/ou nacionais dos artistas ilheenses durante o período estudado. 
 
Palavras-chaves: Música popular – I Festival Regional da Canção – Diário da Tarde.
 
 
Temática: Trabalho, Memória e História
 
Sala: 8
Datas: 12 e 13/11/2009
Horário: das 16:00h às 18:00h
 
Coordenação: Prof. Genilson Ferreira (UNEB/Campus VI), Prof. Ivan Ramires Rios (UNEB/Campus VI) e Prof. Jairo Carvalho do Nascimento (UNEB/Campus VI)
 
 
Data: 12/11/2009 (quinta-feira)
 
 
Tempo e ócio nas comemorações do primeiro de maio na Bahia
 
Genilson Ferreira da Silva
Professor do curso de História – UNEB/Campus VI
gensil@bol.com.br
 
Resumo: Da luta histórica da classe trabalhadora que reivindica oito horas para o trabalho, oito horas para o lazer e oito horas para o ócio é que nascem as comemorações do Primeiro de Maio, tomado como data símbolo para as manifestações dos trabalhadores a partir do Segundo Congresso da Segunda Internacional, reunida em Bruxelas na Bélgica. No Brasil as comemorações do Primeiro do maio datam de 1895 e na Bahia, o que tudo indica, em 1899. Mas o que é a data Primeiro de Maio? Quais suas relações com tempo e ócio?  Esse trabalho busca compreender a temporalidade primeiro de maio a partir de observações do operariado baiano da Primeira República até o período que se convencionou chamar Estado Novo.
 
Palavras-chaves: Primeiro de Maio – Tempo – Ócio.
 
 
Patrimônio, acervo e memória do trabalho em Vitória da Conquista
 
Emille Ribeiro Santos
Graduanda em História – UESB
emilleribeiro87@hotmail.com
 
Resumo: O projeto de pesquisa Acervo, Patrimônio e Memória: Vitória da Conquista e região, tem por objetivo identificar e mapear as fontes documentais de natureza diversificada que sirvam de base para o desenvolvimento de pesquisas e estudos historiográficos, em diferentes dimensões espaciais e temporais, capazes de preservar e resguardar aspectos relevantes da história local e regional. Desta maneira, o projeto tem por fim último disponibilizar a comunidade científica e ao público em geral informações sobre as reais possibilidades de estudo da história de Vitória da Conquista e região, bem como dos prováveis temas e das vertentes a serem investigadas. Além disto, o projeto torna acessível à comunidade científica e regional um acervo documental identificado, selecionado e preservado, segundo os padrões da arquivologia, de modo a contribuir para a preservação e estudos de aspectos relevantes da memória social e da História regional no Sudoeste da Bahia. Nesta comunicação, pretendo discutir as fontes documentais da Justiça do Trabalho existentes no Laboratório de História Social do Trabalho do Departamento de História da UESB e suas possibilidades temáticas, bem como abordar as linhas de pesquisa já em andamento no Laboratório.
 
Palavras-chaves: Memória do trabalho – Processos Trabalhistas – Acervo.
 
 
Memória e identidade: o acervo cemiterial de Ilhéus e Itabuna (1900-1950)
 
                                                                         Everaldo Rodrigues de Morais
Graduando em História
Bolsista do PROIC
everaldojesus91@yahoo.com.br
 
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo analisar os padrões identitários do eixo Ilhéus-Itabuna mediante a análise da memória e do acervo patrimonial arquitetônico-cemiterial erguido na primeira metade do século XX, período de transformações sociais e culturais no contexto da emergência da lavoura cacaueira no sul da Bahia. Essa memória remonta um período de consolidação econômica da lavoura, modificando o perfil dos núcleos urbanos modernizando-os e transformando-os em referência do progresso e da modernidade. Esse trabalho privilegia o estudo de fontes iconográficas, literárias e hemerográficas visando enfocar  o desenvolvimento  urbano enquanto reflexo de uma mudança ocorrida na sociedade em questão, assim como as transformações cemiteriais. Todas essas ações visam ampliar o debate sobre a importância do patrimônio cemiterial para a memória regional e a necessidade da conservação e preservação do acervo em questão. Os resultados parciais apontam para a necessidade de um levantamento aprofundado do acervo patrimonial cemiterial do eixo Ilhéus-Itabuna, para que possa ter um  aproveitamento do seu potencial turístico e da mesma forma elaborar  políticas públicas direcionadas à valorização dos conjuntos arquitetônicos estudados.

Palavras-Chave: Memória – Cultura – Patrimônio.

 
 
Anticomunismo em Ilhéus na perspectiva do Jornal Diário da Tarde (1961-1966)
 
Graciela Soares de Oliveira
Graduanda em História – UESC
graciela_soares@hotmail.com
 
Resumo: Esta apresentação pretende discutir, a difusão do anticomunismo em Ilhéus, interior da Bahia, no jornal Diário da Tarde, no período de 1961 a 1966. A escolha desse período se deve ao fato da possibilidade de analisar o discurso anticomunista tanto  no período anterior ao golpe quanto posteriormente. O anticomunismo, nesta apresentação, será investigado como uma ideologia que se espalhou como prática social de longo alcance, que atingiu diversos segmentos da sociedade, diferentemente da compreensão mais ligada ao ideário marxista-leninista, que restringe o anticomunista àquele cuja atuação estaria fundada numa atitude de “recusa militante ao projeto comunista”. A maioria das produções existentes sobre a Ditadura Militar tem se concentrado nas capitais e quando privilegiam cidades de menor porte, deve-se a terem sido palco de lutas guerrilheiras ou relacionadas à atuação de líderes das organizações de esquerda. A utilização do Diário da Tarde como principal fonte desta pesquisa deve-se ao fato deste ser o principal jornal local da época, assim como, pelo teor das notícias relacionadas ao tema do anticomunismo divulgadas pelo mesmo nesse período. Analisarei os discursos anticomunistas veiculados no jornal Diário da tarde, e farei uma revisão estabelecendo debate com a bibliografia pertinente relativas ao golpe militar, tanto no contexto nacional quanto local. Dialogarei também com a  bibliografia que trabalha com a imprensa como campo privilegiado de investigação para a história.
 
Palavras-chaves: Anticomunismo – Ilhéus – Diário da Tarde.
 
 
O espetáculo da violência: Itabuna, de 1930 a 1940
 
Jeandson Nascimento dos Santos
Graduando em História
jeandhugo@hotmail.com
 
Resumo: Em 1932, foi nomeado para prefeito o senhor Claudionor Alpoim. Segundo o historiador Philipe Murillo de Carvalho, em Uma cidade em disputa: conflitos e tensões urbanas em Itabuna (1930-1948), Alpoim era o principal representante da política modernizadora de Vargas. As políticas de modernização de Alpoim incluíam uma rígida atuação do Departamento de Higiene e Saúde. O poder municipal buscava controlar as práticas dos comuns, “os de baixos”, na tentativa de forjar uma imagem de cidade do progresso para Itabuna. As relações entre o poder municipal e os de baixos aconteciam em meio a um choque de interesses entre as medidas controladoras da prefeitura com feirantes, ambulantes, engraxates, meninos de rua, mendigos e prostitutas. Os poderes municipais encontraram na Guarda Municipal (criada em 1933) a principal ferramenta para tentar fiscalizar as ações dos citadinos. O presente trabalho busca compreender as medidas coercitivas e higienizadoras do poder municipal de Itabuna na década de 30, juntamente com as práticas de resistências dos de baixos. O trabalho tem como fonte primária dois jornais, O Intransigente e o Jornal Oficial de Itabuna. O primeiro é um jornal de propriedade do coronel Henrique Alves. Nele há queixas constantes da ausência de policiamento em avenidas e no centro, além das presenças de pessoas subversivas a ordem pública. O último periódico é o Jornal Oficial do Município de Itabuna, que passou a circular a partir de primeiro de maio de 1931. Nele há posse e nomeações da guarda municipal, decretos e ações do Departamento de Higiene e Saúde, da polícia de Itabuna, leis, entre outros. Sendo assim um forte indicador das formas de como agiam no dia-a-dia os poderes municipais.
 
Palavras-chaves: Higiene – Guarda – Resistências.
 
 
O processo da construção do imaginário anticomunista no Sul da Bahia
 
Vanessa Jesus dos Santos
Graduanda em História – UESC
vkmserial800@hotmail.com
 
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo analisar o papel histórico da imprensa local, especificamente o Diário da Tarde, da cidade de Ilhéus, no processo da construção da memória e do imaginário da ditadura militar na região sul-baiana. A partir do estudo do conteúdo discursivo de um dos principais diários do interior da Bahia, no século passado, a pesquisa aponta para uma propaganda anticomunista veiculada no ano de instauração do golpe, quando o Brasil vislumbrava a perspectiva de um clima de insegurança, sendo a tomada do poder pelos comunistas a base das idéias legitimadoras do golpe militar. A percepção de um “perigo vermelho” fez, então, emergir uma construção das representações anticomunistas, especialmente nas páginas da imprensa nacional. Dessa forma, busca-se analisar as estratégias e argumentos utilizados pelos grupos sociais de cunho conservador como a igreja católica, os militares e setores da burguesia nacional que foram elementares para a fundamentação da construção do imaginário anticomunista no Brasil.
 
Palavras-chave: Imprensa – Ditadura Militar – Anticomunismo.
 
 
Data: 13/11/2009 (sexta-feira)
 
 
Os pequenos trabalhadores e a Justiça do Trabalho: menores, direitos e mediação trabalhista em Vitória da Conquista (1964-1969)
 
José Pacheco dos Santos Júnior
Graduando em História – UESB
pachecojr1@gmail.com
 
Resumo: Subordinado ao projeto “Fontes para a História Social do Trabalho: Vitória da Conquista e região”, desenvolvido pelo Laboratório de História Social do Trabalho da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (LHIST/Uesb), a presente pesquisa tem por meta apresentar um inventário dos dados (idade, gênero, ofício, jornada de trabalho, empregadores, responsável/acompanhante) dos menores que, no período compreendido entre 1964 a 1969, recorreram à Junta de Conciliação e Julgamento do Tribunal de Justiça do Trabalho, sediada em Vitória da Conquista, para resolver querelas trabalhistas. Deste modo, paralelamente ao trabalho de preservação da documentação disponível no acervo do LHIST, de indexação e análise dos dados e de cotejamento dos resultados da pesquisa com a legislação relativa à proteção do trabalho do menor, esta pesquisa tem por principal objetivo dar relevo às experiências dos menores, destacando as especificidades destes pequenos trabalhadores, que deixaram registradas nas páginas dos processos trabalhistas o seu cotidiano e as peculiaridades de seu labor.
 
Palavras-chaves: Menores – Justiça do Trabalho – Trabalho infanto-juvenil.
 
 
Adamismo X Pessoismo
 
Zidelmar Alves Santos
Graduando em História – UESC
zid175@hotmail.com
 
Resumo: Em Ilhéus, quando da transição do Império à República, destaca-se a disputa política pelo domínio da maquina eleitoral entre dois partidos políticos distintos: conservadores e liberais (com o advento da República, federalistas e constitucionalistas). Estes partidos tinham como lideres incondicionais os coronéis Domingos Adami de Sá e Antonio Pessoa da Costa e Silva respectivamente. Estes coronéis lideravam facções antagônicas que possuíam características distintas na composição de seus membros: de um lado, os adamistas, com famílias de tradição aristocrática, ex-escravocratas e com riqueza advinda da posse de grandes propriedades rurais. Do outro, os pessoistas, de origem simples, abolicionistas que adquiriram riqueza com o esforço próprio, sem o auxilio de parentes ricos. Embora os adamistas tentassem conservar sua influência e domínio político no município de Ilhéus, os pessoistas surgiram enquanto alternativa à supremacia adamista, posto que a mesma durava décadas. Estavam as partes em litígio.
 
Palavras-chaves: Adamistas – Pessoistas – Ilhéus.
 
 
A mulher no mercado de trabalho em Vitória da Conquista (1963–1966)
 
Rosana Santos de Souza
Graduanda em História – UESB
rosa.flor88@hotmail.com
 
Resumo: A presente pesquisa integra o projeto “Fontes para a História Social do Trabalho: Vitória da Conquista e região”, desenvolvido pelo Laboratório de História Social do Trabalho da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (LHIST/Uesb), o qual possui como principal base documental um acervo constituído por cerca de 80.000 processos trabalhistas encaminhados à Junta de Conciliação e Julgamento de Vitória da Conquista no período de 1963 a 1998. Objetiva-se analisar a participação da mulher no mercado de trabalho no município de Vitória da Conquista, no período de 1963 a 1966, buscando destacar a faixa etária e as categorias profissionais das mulheres que, no período em foco, recorreram à Justiça do Trabalho para resolver querelas trabalhistas; objetiva-se, ainda, associar os dados emanados da documentação com os estudos recentes sobre economia e demografia no município. A pesquisa centra-se em uma abordagem que possa viabilizar a compreensão das experiências femininas no mercado de trabalho e a busca desta categoria pelo reconhecimento de seus direitos trabalhistas.
 
Palavras-chaves: Mulher – Justiça – Processos Trabalhistas.    
 
 
Sociabilidade e comércio informal na “Feirinha do rolo” em Vitória da Conquista
                                     
Kamilla Dantas Matias
Graduanda em História – UESB
dantas45@msn.com
 
Resumo: Consideradas manchas na sociedade urbana, as feiras populares, são espaços de sociabilidade e comércio informal local. A “Feirinha do rolo”, situada no bairro Brasil, em Vitória da Conquista, tornou-se um local de encontro dos habitantes desta região, onde podem ser encontrados todos os tipos de “quinquilharias” que são trocadas, vendidas, enfim, comercializadas. O trabalho informal movimenta, nesta feira, uma quantia de capital que, por muitas vezes, supre as necessidades do trabalhador que ali se encontra. Este trabalho visa conhecer os mecanismos que fazem a “Feirinha do rolo” existir e resistir através das décadas, bem como, perceber e analisar a sua influência na economia informal da cidade de Vitória da Conquista. Utilizamos, para tanto, uma abordagem metodológica qualitativa baseada em entrevistas, relatos e depoimentos.
 
Palavras-chaves: Feira – Comércio Informal – Trabalho Informal.
 
 
A praça é do povo?: patrimônio, simbolismo e estratégia política na construção de praças em Ilhéus nas primeiras décadas do século XX
 
Danilo José Messias Marques
Graduando em História – UESC
danagro@hotmail.com
 
Resumo: O presente trabalho propõe demonstrar como a construção de algumas praças na cidade de Ilhéus no primeiro quartel do século XX se relacionavam com a intenção de ratificação política das alianças entre as esferas municipal e estadual no período republicano. As fontes utilizadas nessa pesquisa são hemerográficas, particularmente, “A gazeta de Ilhéus”, jornal esse servia de eco aos partidários do grupo situacionista liderado politicamente pelo coronel Antônio Pessoa da Costa e Silva.  O fato dessas fontes serem produzidas por membros desse grupo político, vislumbram a possibilidade de uma análise substancial, pois na medida em que se possui nas mãos um meio de disseminação de informações de alcance tão amplo, facilita-se a criação e difusão de discursos favoráveis e construtores de uma imagem positiva do grupo em questão, frente aos seus leitores e potenciais eleitores.  Nesse contexto, as fontes convergem no sentido da construção desses espaços, não apenas como alternativa de embelezamento da cidade, mas também como um espaço simbólico, de construção de memória, visando lograr o êxito administrativo e a imagem dos governadores do período, como beneméritos do povo baiano.
 
Palavras-chaves: Praças – Memória – Poder.
 
 
História das Mulheres: feminismo e novas tendências
 
Poliana Pereira Dantas
Graduada em Letras Vernáculas – UNEB/Campus VI
polidantas@yahoo.com.br
 
Resumo: O presente trabalho aborda questões referentes à compreensão do termo feminismo, especificamente através da trajetória do movimento feminista e de acontecimentos que marcaram a história do nosso país como a ditadura militar. O interesse em analisar essa temática dando enfoque as conquistas femininas para chegar ao século XX, justifica-se por vários motivos: da não aceitação aos dados da biologia que as acusavam como seres inferiores, da resistência contra o trabalho escravo no Brasil Colônia e das letras que conseguiram criar uma literatura rompendo com os moldes patriarcais e deixando sua marca na história literária. A proposta do texto e tecer alguns comentários sobre estereótipos e evoluções pouco reconhecidas referentes às mulheres no século XX. Para sustentar o referencial teórico aqui proposto, foram indispensáveis os estudos de, Simone Beauvoir (1949), que trouxe a tona raízes profundas da opressão feminina, analisando o desenvolvimento psicológico da mulher e as condições que a tornava alienada e submissa ao homem; Celi Regina j. Pinto (2003), que faz referências a trajetória do movimento feminista abordando acontecimentos importantes ligados as lutas e conquistas das mulheres e Maria Amélia de Almeida Teles (1999), com vários estudos culturais sobre História e evolução das mulheres.
 
Palavras-chave: Feminismo – Movimento feminista – Mulheres.
 
Temática – Bahia: Poder, Sociedade e Economia (séculos XVIII-XIX)
 
Sala: 9
Datas: 12 e 13/11/2009
Horário: das 16:00h às 18:00h
 
Coordenação: Prof. Esp. Zezito Rodrigues (UNEB/Campus VI)
 
 
Data: 12/11/2009 (quinta-feira)
 
 
Viver na periferia do Império – Economia, sociedade e poder no Alto Sertão da Bahia (1808-1821)
 
Zezito Rodrigues da Silva
Professor do curso de História – UNEB/Campus VI
zezito@dimensaoensino.com.br
 
Resumo: O império marítimo português sofreu inquestionáveis abalos seguidos de ressurgimentos desde sua concepção por volta do século XV. Nos vários momentos em que sua sobrevivência esteve em risco, não faltaram projetos alternativos para sua re-centralização, todos eles consideravam a hipótese de re-fundar o império a partir do Brasil como novo centro. Um desses projetos se consolidou em 1808 após invasão de Portugal pelo império napoleônico. Com isso, aquilo que parecia uma utopia se consolidou: o Brasil adquiria a centralidade do Império necessitando, para tanto, construir as condições para a sua efetividade, re-fundado em territórios coloniais. O presente estudo propõe pensar de que maneira os conflitos advindos dos vários projetos de construção de um império intercontinental seria percebido numa região periférica do território brasileiro.
 
Palavras-Chaves: Império Português – Periferia – Alto Sertão da Bahia
 
 
Perfil dos componentes da Câmara de Vereadores da Bahia no século XVIII
 
Gildete Andrade dos Santos Souza
Graduanda em História – UESB
gilde_andrade@ymail.com
 
Resumo: A Câmara era o órgão administrativo da cidade e acumulava, com maior rigidez, funções legislativas, executivas e, em menor esfera, funções judiciárias. A presente pesquisa procura estabelecer relações entre o poder local e a vida cotidiana da mesa de vereação na cidade do Salvador. Com base nas fichas individuais e inventários, o estudo toma como foco central o perfil dos vereadores e procuradores da Câmara Municipal de Salvador no século XVIII.
 
Palavras-chaves: Poder local – Cotidiano – Vereadores.
 
 
Poder local e atividades econômicas: mercadorias coloniais e mapas de cargas de exportação (Salvador, século XVIII)
 
Maria Patrícia da Silva Santos
Graduanda em História – UESB
Bolsista FAPESB
mariapatricia25@yahoo.com.br
 
Resumo: O projeto de pesquisa ao qual se vincula esta comunicação é uma análise da capitania da Bahia no século XVIII buscando estabelecer relações entre o poder local e a organização/controle das atividades econômicas. A meta fundamental da investigação é a de identificar e analisar criticamente as formas de interferências e os graus de condicionamentos deste poder nos processos econômicos, procurando detectar os variados níveis de dependência/autonomia, de consenso/conflito, de imposição/resistência e de diretividade/mediação entre as esferas política e econômico-social na capitania da Bahia. Na comunicação a ser apresentada, o objetivo específico é procurar demonstrar os circuitos comerciais da América portuguesa tomando como base, os mapas de exportação da capitania da Bahia no século XVIII. Nesse sentido, será dada ênfase às mercadorias exportadas, aos agentes comerciais envolvidos, bem como aos elementos político-administrativos envolvidos no processo.        
         
Palavras-chaves: Poder local – Mapa de cargas – Mercadorias coloniais.
 
 
Democratização e relevância das fontes históricas dos séculos XVII e XVIII da região Sul e Extremo Sul da Bahia
 
Angélica Rejane da Silva Nunes
Graduanda em História - UESC
angelica.rejane@hotmail.com
 
Resumo: A proposta dessa comunicação é apresentar a potencialidade dos documentos arquivísticos identificados e classificados referentes ao período colonial, séculos XVII e XVIII que detêm informações sobre o Sul e Extremo Sul da Bahia, com a finalidade de divulgar, disponibilizar e incentivar a utilização dessa massa documental pouco conhecida entre os estudiosos baianos. Pretende-se elaborar um catálogo e para tanto, utiliza-se como fonte os inventários de Eduardo de Castro e Almeida e de Luiza da Fonseca provenientes do Arquivo Ultramarino de Portugal que, por sua vez, foram publicados nos Anais da Biblioteca Nacional e estão disponíveis no Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB). Os documentos contidos nos inventários foram microfilmados através do Projeto Resgate e disponibilizados para os Arquivos Estaduais, mais tarde tal benefício se estendeu para as instituições universitárias sob a forma digital. A pesquisa está sendo realizada no Centro de Documentação e Memória Regional (CEDOC) e se constitui das seguintes etapas: busca intensiva e seletiva nas fontes documentais citadas, elaboração de fichas individuais para cada documento encontrado, organização do catálogo a partir de critério cronológico, combinando também o assunto e a natureza do documento administrativo.
 
Palavras-chaves: Fontes – Memória – Preservação.
 
 
Poder local e processo de urbanização na cidade de Salvador no século XVIII
 
Daniela Pinheiro Lessa Alves
Graduanda em História - UESB
daniela.lessah@hotmail.com
 
Resumo: As Câmaras foram, durante quase três séculos, os únicos organismos responsáveis pelo funcionamento administrativo das cidades e vilas do Império colonial português, mantendo, por conta disto, uma relação permanente de diretividade, mediação e troca com instâncias superiores do Estado e com a população Local. Compreendendo a Câmara como organismo político que concentrava funções legislativas, executivas e, secundariamente, judiciárias, e que articulava múltiplas dimensões da vida cotidiana, o nosso trabalho trata-se de breves considerações sobre esse poder incorporado pelas câmaras e o processo de urbanização da cidade de Salvador no século XVIII.
 
Palavras-chaves: Câmara – Poder local – Urbanização.
 
 
Os registros paroquiais e o estudo sobre famílias escravas no sertão do médio São Francisco – Século XIX
 
Napoliana Pereira Santana
Graduada em História – UNEB/Campus VI
polis-ps@hotmail.com
 
Resumo: Essa comunicação tem como objetivo apresentar as possibilidades de estudo da família escrava a partir de registros paroquiais (batismo, casamento e óbito) da freguesia de Santo Antonio do Urubu de Cima localizada na região sertaneja do médio São Francisco, referente ao século XIX. Essa fonte fornece informações valiosas para a compreensão da demografia escrava. Permite vislumbrar aspectos do parentesco consangüíneo e ritual adotados pelos escravos, bem como apresenta possibilidades de acompanhamento de suas trajetórias. Pretende também reconstituir as experiências dos escravos no que diz respeito às relações familiares e sociais constituídas no interior das fazendas Curralinho, Rio das Rãns, Batalha, Alegre e no arraial da Parateca pertencentes a essa freguesia.
 
Palavras-chaves: Família escrava – Compadrio – Registros paroquiais.
 
 
Resistência indígena no aldeamento de Nossa Senhora da Escada
 
Talita Almeida Ferreira
Graduanda em História – UESC
talitaalmeida5@hotmail.com
                                               
Resumo: No período colonial, os aldeamentos indígenas visavam desenvolver o projeto de colonização por meio da inserção das populações nativas na ordem colonial. Principais mentores e executores dessa política, os jesuítas elaboraram um conjunto de atividades propondo abduzir os índios aldeados de suas antigas práticas religiosas e culturais e adaptá-los a nova sociedade. Neste trabalho analisar o aldeamento de Nossa Senhora da Escada, fundado na Capitania de Ilhéus no final do século XVII pela Companhia de Jesus, compreendendo-o não apenas como um local de dominação, mas, como um espaço de estratégia indígena para assegurar a sobrevivência física e uma relativa autonomia. Portanto, a análise desse aldeamento perpassa pelas novas perspectivas historiográficas que propõe repensar a historia indígena lançando um novo olhar sobre a documentação referente aos índios e aos aldeamentos do período colonial, com base no conceito de resistência adaptativa. Sendo assim, este trabalho  estuda o aldeamento de Nossa Senhora da Escada compreendendo-o como um local onde as populações nativas se articulam como sujeitos históricos recriando suas identidade e tradições culturais, utilizando  a dinâmica das instituições portuguesas como um veículo de negociação na defesa de seus interesses. Esta pesquisa tem como base empírica um conjunto de documentos manuscritos e transcritos do século XVIII, composto de correspondências oficiais, memórias e relatórios pertencentes ao acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, os quais encontram-se digitalizados e disponíveis para pesquisa no CEDOC-UESC
 
Palavras-chaves: Índios – Aldeamentos – Resistência
 
 
 

Índice dos autores

 

Adriana Moreira Pimentel

André Luís Silva Effgen

Angélica Regane da Silva Nunes

Baltazar Pereira dos Santos

Daniela Pinheiro Lessa Alves

Danilo José Messias Marques

Ednailton Silva dos Santos

Eduardo de Lima Leite

Emille Ribeiro Santos

Eudes Marciel Barros Guimarães

Everaldo Rodrigues de Morais

Genilson Ferreira da Silva

Gildete Andrade dos Santos Souza

Graciela Soares de Oliveira

Gysele Lima de Toledo

Haroldo Muniz Caetano

Isabella Santana Oliveira

Jairo Carvalho do Nascimento

Jeandson Nascimento dos Santos

José Pacheco dos Santos Júnior

Kamilla Dantas Matias

Karla Dias de Lima

Leila Maria Prates Teixeira

Lielva Azevedo Aguiar

Marcelo Ribeiro Oliveira

Maria Cláudia Meira Santos Barros

Maria Goreth e Silva Nery

Maria Patrícia da Silva Santos

Maria Regina de Souza Xavier

Napoliana Pereira Santana

Nivaldo Osvaldo Dutra

Poliana Pereira Dantas

Priscila Machado da Silva

Renato Pereira Silva

Ricardo Pereira Moreira

Robson Rodrigues

Rosângela Figueiredo de Miranda

Rosana Santos de Souza

Sebastião Magno Fagundes Silva

Sócrates Oliveira Melo

Talita Almeida Ferreira

Társio Roberto Lopes Macedo

Valter Luiz dos Santos Marcelo

Vanessa Jesus dos Santos

Vanessa Lima Aguiar

Zidelmar Alves Santos

Zezito Rodrigues da Silva

 

Contatos/Informações:

 Telefone: (77) 3454-2021 / Ramal 209

E-mail: historiaunebcte@yahoo.com.br